Parceiro de vida ou alma gêmea

Pensamentos suicidas todos os dias. Preciso de ajuda

2020.08.30 11:19 brunovhaze Pensamentos suicidas todos os dias. Preciso de ajuda

Antidepressivos me foderam hard. Acho que estou com PSSD, que é disfunção sexual pós antidepressivos. Mas não se trata só disso... Além dos sintomas sexuais (que sai BIZARROS e eu tenho vários: tô broxa, precoce, não tenho mais ereções noturnas, não sinto nem o toque lá embaixo) vem no pacote os problemas cognitivos e a COMPLETA falta de estímulos emocionais. Tem também a parte física, no caso estou ficando careca e perdendo massa muscular muito rápido, pelos ficando finos. E eu sempre fui um cara ativo no sexo e muito, muito emotivo, e com memória e cognição muito boas. Passei todos os anos da minha vida me apaixonando e nem isso consigo mais sentir, mesmo que aparecesse minha alma gêmea. Esses tempos apareceu uma gata que é exatamente eu versão feminina, e eu não senti 10% do que eu sentiria normalmente. Não pude corresponder e levei um ghosting fodido, uma coisa que eu sofreria muito no passado e me traria muita ansiedade. Também sem a mínima reação.
Não me sinto mais eu mesmo, e não quero ficar assim pra sempre. Tem gente que tá nessa há 10, 15, 20 ANOS. E eu estou há 23 dias sem a medicação e não sinto melhoria nenhuma. Estou completamente abalado, perdido e me sinto sem ajuda. Mesmo fazendo terapia, as sessões estão sendo inúteis, visto que nada mais nem me anima ou me aflige.
Estou só a casca de um humano. Um zumbi. Me assistindo fazer coisas automaticamente. Perdi o prazer vindo da coisa que eu mais amo na vida: música e sexo. De preferência ambos.
Além disso, perdi a capacidade total de sentir efeito de café, cigarro e álcool. Além de que os remédios (pra dor de cabeça por exemplo) não fazem mais efeito, igualmente.
Não consigo mais sentir sono, fome, nada. Tenho muita saudade de mim. Muita mesmo. Daria tudo pra me ter de volta, pra ter minha depressão e ansiedade alta comigo, afinal, criavam minha identidade e personalidade.
Eu penso em suicídio e planejo isso todos os dias, e não sinto absolutamente nada por isso. Estou desesperado e não sinto nada sobre também. Eu quero morrer. Não é possível viver pela metade. Tenho medo de esquecer quem um dia eu já fui. Malditos psiquiatras que dizem a mentira de cérebro desequilibrado. Nunca mais toco nessas porras, que me deixaram sequelado por conta de uma solução ridícula que não muda nada na vida. E pior: eu tomei a contragosto.
"Equilíbrio se move mas não se muda. Fragmentos e lamentos são o que compõem tudo aquilo que te fica e tudo aquilo que se vai. Pra só depois poder quem sabe passar a ser tudo que já fui, só não exatamente aquele outro que eu deixei pra traz. Aí fica a nóia de esquecer. Mudar e rearranjar, só pode ser. Tudo é arranjo, tudo é composição mesmo. É o jeito. Mutável só se for até equilibrar. Acaba tudo sendo antes de qualquer coisa, mútuo, e antes de mais nada, métrico. E o tempo é mestre, e o mestre mandou. Quer queira, quer não. Acontece. Parece viagem, ô se parece. Parceiro, te juro que é, bota fé? Diz ai. Só assim. Toma um passe. É passageiro. Bença. Confessa e desabafa. Sinta o que for, até acabar, até que despedace. Até que padeça contra a própria vontade. Só não me pergunte no que é que pode dar. De duas é sempre uma: vá cedo ou venha tarde"
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2020.05.31 02:16 Average_simian Como vocês lidam com a perspectiva de nunca conseguir encontrar o amor?

Sou um homem de 24 anos e me considero uma pessoa emocionalmente madura. Material e profissionalmente sigo melhorando gradualmente, mas ainda tenho um longo caminho pela frente. Em 2018 conclui minha graduação em História, mas a escolha não se mostrou muito promissora. Atualmente estou me organizando para uma nova graduação em uma área que possa proporcionar maior estabilidade e onde eu trabalhe menos. Tenho meus hobbies, bons amigos e saúde. Em suma, levo uma vida relativamente boa, tirando um ou outro problema que aflige qualquer ser humano, mas sempre dou um jeito de contornar e seguir em frente. Só tem uma coisa que realmente me incomoda e têm ocupado boa parte das minha reflexões recentes: a vontade que tenho de ter um parceiro romântico.

Já tive alguns webnamoros quando era mais jovem, mas devido a distancia e falta de maturidade na época, eles não levaram a nada. Na época de escola fiquei com algumas poucas meninas e tive meus amores platônicos, mas também nunca deu em nada. Só em 2014 que fui ter meu primeiro relacionamento sério e que durou pouco mais de um ano. Foi um relacionamento difícil e que fez com que eu amadurecesse muito. Ela era uma pessoa que tinha muita dificuldade de demonstrar afeto, e eu ficava cobrando atenção. Esta dinâmica dela ficar fugindo e eu ficar cobrando acabou ficando insustentável e ela resolveu terminar. No primeiro ano do término eu sofri muito e culpei ela pelo fracasso de nossa relação, mas com o tempo fui assimilando que nossas diferenças eram inconciliáveis, e que seria impossível e errado querer mudar o jeito dela de ser. Ela era ausente não só comigo, mas com todo mundo. E eu precisei reconhecer que gosto de parceiros românticos que são mais carinhosos e sensíveis.

Depois deste namoro me relacionei com outras garotas, e cheguei bem próximo de namorar duas delas. A primeira era uma amiga de longa data que conheci pela internet, e morava não tão longe de mim. Durante alguns meses a gente conversou muito e passei alguns dias na casa dela e ela alguns dias na minha. A gente se deu muito bem, e o fator de nossa amizade de longa data acabou fortalecendo ainda mais nosso laço. No horizonte eu via a possibilidade dela vir fazer a faculdade dela na minha cidade. O único porém é que ela ainda tinha assuntos mal resolvidos com o ex dela. Não demorou muito para eu perceber que ela estava dividida entre nós dois, e nesta balança o coração dela pesava muito mais pro lado do outro rapaz. Me retirei pra evitar de me magoar, mas até hoje somos bons amigos.

A segunda garota com quem eu poderia ter tido uma relação foi apresentada por meio de amigos em comum, e ela demonstrou interesse por mim depois de algumas vezes que a gente se encontrou. Ficamos por algumas semanas e logo eu joguei um balde de água fria entre nós. Por mais que ela fosse legal e tivéssemos muitas coisas em comum, eu não conseguia sentir atração física por ela. Até tentei contornar a situação, mas ficou evidente que não ia dar certo. Ainda não sei dizer o quão problemático é deixar a aparência ofuscar uma personalidade que gostei tanto. Mas tendo a pensar que é normal, cada ser humano tem suas preferencias. Não acho certo me manter em uma relação onde não consigo sentir prazer físico com a pessoa.

Enfim, contei toda esta história para poder ilustrar como acho difícil encontrar um parceiro romântico com quem eu realmente combine e dê certo. Já tive relação com alguém que não tinha a personalidade compatível comigo, com gente que combinava, mas já havia encontrado o amor em outro, e com uma pessoa que se encaixava em quase todos os aspectos, só que fisicamente não houve "química". Por mais que minha vida esteja encaminhada em outros campos, sinto que romanticamente eu nunca consiga avançar. Talvez eu nunca vá encontrar alguém para construir uma vida ao meu lado. Sinto que muita gente entra em relacionamentos por carência, e a relação acaba trazendo só dor em ambos. Também vejo gente que encontra sua "alma gêmea", e mesmo aos trancos e barrancos consegue ser feliz. Acredito que encontrar alguém que realmente combine e dê certo contigo seja pura questão de sorte, e que nem todo mundo vai ser feliz no amor.

Evidente que vou manter o coração aberto para novas oportunidades, mas a ideia de que nunca vou encontrar alguém já não me assombra mais. Como diria o saudoso Zé Ramalho: "Quem tem amor na vida, tem sorte". O que pensam sobre o assunto? Como vocês encaram a possibilidade de nunca encontrar o amor?
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